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Operação Akuanduba: PF suspeita que escritório de ministro do Meio Ambiente era de fachada para justificar pagamentos indevidos

person access_timePostado em 08/06/2021 09:29 Atualizado em 08/06/2021 09:37 chat_bubble_outline

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles | EVARISTO SA / AFP

A Polícia Federal suspeita que o escritório de advocacia do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é uma empresa de fachada para justificar o possível recebimento de pagamentos indevidos. Ao cumprir busca e apreensão nos dois endereços de São Paulo registrados como vinculados ao Carvalho de Aquino e Salles Advocacia, no último dia 19, a PF não encontrou um escritório em funcionamento.

Um dos locais era a residência da mãe do ministro, Diva Carvalho de Aquino, que também é advogada e sócia do filho no negócio. No outro local, nenhuma sala comercial vinculada ao ministro foi encontrada pelos policiais. Pessoas próximas a Salles afirmaram que o escritório vinha funcionando na residência da mãe e que apenas ela seguia atuando no negócio. 

O ministro do Meio Ambiente foi alvo da Operação Akuanduba, que mostrou que seu escritório recebeu pagamentos no valor total de R$ 7 milhões entre 2012 e 2020. Nesse período, Salles foi secretário particular do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, além de secretário do Meio Ambiente do tucano. Desde janeiro de 2019, é ministro do Meio Ambiente.



Procurado, o advogado de Salles, Roberto Podval, afirmou que, em respeito ao ministro Alexandre de Moraes, as informações sobre os serviços do escritório só serão fornecidas para as autoridades no momento em que o cliente for prestar depoimento.


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