Saúde / Coronavírus

Universidade de Oxford vai retomar testes de vacina contra covid-19

Ensaios clínicos foram interrompidos após suspeita de grave reação adversa em voluntária do Reino Unido
person access_timePostado em 12/09/2020 12:29 chat_bubble_outline

Créditos da foto: Siphiwe Sibeko/Reuters

A Universidade de Oxford, informou neste sábado (12) que vai retomar os ensaios clínicos da vacina contra covid-19 em todos os locais de testes do Reino Unido. Os estudos foram interrompidos no domingo (6) após uma voluntária do país europeu sofrer uma grave reação adversa.

A farmacêutica Astrazeneca, que desenvolveu a vacina em parceria com a universidade, informou que a pausa é “uma ação de rotina que deve acontecer sempre que houver uma doença potencialmente inexplicada em um dos testes, enquanto ela é investigada, garantindo a manutenção da integridade dos testes”.

A retomada no Reino Unido foi autorizada após a conclusão de análise feita por um comitê independente de revisão e seguindo recomendações de segurança da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde (MHRA, na sigla em inglês), o órgão regulador do Reino Unido.



Em todo o mundo, cerca de 18 mil voluntários que participam da fase 3 dos testes  - a última antes de uma possível aprovação para comercialização - já receberam doses da vacina.

A Unifesp (Universidade de São Paulo), que coordena os testes da vacina no Brasil, informou, por meio de nota, que o estudo também deve ter continuidade após a liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do Conep (Comitê Nacional de Ética e Pesquisa). 

A instituição já havia explicado que a pausa não afetou os voluntários que já tinham recebido doses da vacina. "Até o momento, 4.600 voluntários já foram recrutados e vacinados, sem qualquer registro de intercorrências graves de saúde", diz o texto.

A Anvisa afirma que ainda não foi comunicada oficialmente pela agência reguladora do Reino Unido sobre a retomada dos testes com a vacina. A entidade explica que, para isso acontecer no Brasil, a farmacêutica AstraZeneca precisa protocolar um pedido de nova autorização.


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