Saúde / Paraíba

CRM-PB constata falta de medicamentos no Hospital Metropolitano

Segundo CRM-PB, pacientes intubados na UTI precisam de sedativos e bloqueadores neuromusculares; SES explica dificuldades com mercado
person access_timePostado em 05/06/2020 14:02 chat_bubble_outline

Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (Foto: Divulgação)

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) fiscalizou o Hospital Metropolitano José Maria Pires, em Santa Rita, na tarde da última quarta-feira (3) e constatou que faltam medicamentos sedativos e bloqueadores neuromusculares para os pacientes internados com Covid-19, sobretudo para os que estão intubados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Além disso, diante da grande demanda de pacientes no hospital, haveria uma irregularidade na escala médica e, em alguns plantões, não haveria médicos especialistas em UTIs.

“Determinados medicamentos são imprescindíveis para os pacientes que estão sedados e intubados na UTI. Além dos leitos e respiradores, é preciso que se tenham medicamentos, profissionais, insumos e toda uma estrutura para o tratamento do paciente”, disse o presidente do CRM-PB, Roberto Magliano de Morais.

Desde a segunda quinzena do mês de maio, o Hospital Metropolitano está atendendo exclusivamente pacientes com a Covid-19. Conforme o Plano de Contingência da Secretaria Estadual de Saúde, o hospital tem capacidade para 60 leitos de UTI e 31 de enfermaria. No entanto, conforme foi constatado na fiscalização do CRM-PB, estão funcionando por enquanto 52 leitos de UTI e os 31 de enfermaria.



O relatório elaborado pela equipe de fiscalização do CRM-PB será enviado ao Ministério Público, à Secretaria Estadual de Saúde e ao diretor técnico do Hospital Metropolitano José Maria Pires.

Em transmissão ao vivo nas redes sociais nessa quinta-feira (4), o secretário executivo de Gestão da Rede de Unidades de Saúde, Daniel Beltrami, explicou que houve aumento brutal de leitos de UTI, o que sobe a demanda por medicamentos que são específicos nesses ambientes de cuidados intensivos, como sedativos, bloqueadores neuromusculares e drogas vaosativas.

Segundo ele, o consumo pressionou todos os estoques desses medicamentos na Paraíba e no país. “O Sudeste é uma região importante para fornecer remédios ao país, mas São Paulo e Rio de Janeiro têm consumido muito os estoques. Estamos tentando manter pelo menos 15 dias de estoque de insumos”, disse.


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