Saúde / Paraíba

Caos na saúde fecha UPAS em duas cidades paraibanas em menos de 24 horas

person access_timePostado em 07/01/2017 16:39 chat_bubble_outline

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O caos administrativo em que se encontram alguns municípios atingiu em cheio a saúde. O prefeito de Bayeux,  Berg Lima, suspendeu os atendimentos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA),  da cidade nesta quarta-feira (04). É a segunda UPA fechada na Paraíba em menos de dois dias. Isso porque a de Patos já havia sido fechada nessa terça-feira. A alegação para o fechamento da unidade em Bayeux é  que o local não tem a mínima estrutura para funcionar adequadamente. A previsão é que ela seja reaberta em 30 dias.

De acordo com o secretário de Saúde, Jordane Reis, a UPA foi fechada para não colocar em risco a população da cidade. “Fui ontem ao local com os técnicos, e juntamente com o prefeito verifiquei que não existiam as mínimas condições para atendimento na UPA, com falta de materiais imprescindíveis, não havendo medicamentos básicos e sem o funcionamento do Raio-X. Como a UPA ainda funcionava não oficialmente, estando em processo de implantação, não prejudicará o atendimento que já tem na cidade. Claro que ela estava ajudando muito no atendimento em Bayeux, mas não haverá tanta influência“, contou.

O secretário falou ainda que o os pacientes serão encaminhados para a cidade de Santa Rita.  Jordane informou que dentro das dificuldades do  processo burocrático e dos imbróglios  financeiros e da lei, tentará de todas as maneiras, fazer com que a UPA volte a funcionar em menos de trinta dias.

O diretor de fiscalização do Conselho Regional de Medicina (CRM), na Paraíba, João Alberto Pessoa reforçou a má situação em que se encontra a UPA de Bayeux. Ele  disse que havia visitado a unidade da cidade há alguns dias e que as condições do local eram precárias. “Há algum tempo já vinha recebendo reclamações de médicos de lá. Faltavam medicamentos e estrutura básica para o trabalho dos médicos e enfermeiros”, relatou João Alberto.

UPA fechada em Patos

Em Patos, a secretária de Saúde, Andressa Lopes, anunciou o fechamento temporário da unidade na terça-feira, segundo ela porque estava operando sem as autorização das entidades médicas e com falta de materiais para o serviços de saúde.

João Alberto Pessoa que esteve na cidade para o fechamento da UPA, disse que a interdição ocorreu por não haver condições para um trabalho adequado. “Já havia sido acordado que a UPA só seria aberta em condições mínimas, mas de repente ela foi aberta sem um aviso prévio ao conselho. Inúmeros são os problemas dela: não há farmácia, algumas camas não tem colchão,  e as condições para trabalho dos médicos são ruins”, relatou.

Segundo ele a reabertura da UPA só ocorrerá com uma desinterdição do conselho, que dentro de algum tempo analisará o caso novamente.

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