Política / Paraíba

Reforma da Previdência, “arminhas” e "venda" na bancada federal da PB

person access_timePostado em 18/03/2019 23:14 chat_bubble_outline

Foto: Reprodução - internet

E o castelo de cartas vem desabando. Sim, cai numa pilha descoordenada do chamado núcleo civil do governo Bolsonaro. Sem “arminhas” ou frases clichês, a dita gestão federal “incorruptível” não passa de uma mera quimera.

Uma quimera; algo mitológico que Teseu fugiria às léguas. Um blefe que começou a afogar o deputado federal paraibano Julian Lemos, gravado em escuta telefônica negociando cargos em troca de articulações no Congresso.

Pois é: agora o “mito” está nos “estates” pondo na feira de Trump a soberania nacional. A intenção é “locar” a base espacial de Alcântara, no Maranhão, enquanto a reforma da Previdência é loteada e paga para a sua aprovação.



Julian Lemos, cujo “araponga” cismou em grampeá-lo, foi um desafortunado. Não sabe se pela inexperiência ou pouca habilidade nos trâmites congressistas.  Resolveu, ele, entrar no balcão de negócios e vender o “peixe” via Embratel. Resultado: O Globo revelou suas intenções, seu escambo.

Mas não se preocupe Lemos! Certamente outros da bancada federal paraibana negociaram ou negociarão seus belos e valiosos votos com Bolsonaro e a trupe louca formada por sua prole. Um triunvirato constituído por Flávio, Eduardo e Carlos, respectivamente senador, deputado estadual pelo estado de São Paulo e vereador do Rio de Janeiro.

Cabe a nós, mortais, apelarmos para que nossos senadores e deputados, ao receberem ligações, bilhetes, conversas pé do ouvido, ou até mesmo mensagens em código Morse,  propondo ilicitudes, entendam que, em tempos de guerra fria ou quente, confiar nos mordomos e assessores já não é mais uma boa atitude.

Bom mesmo é andar na linha e sair do mercado de compra e venda. Afinal, parlamentar tem mandato eletivo confiado pelo povo; não praça de táxi ou cadastro no Uber para levar e trazer encomendas explosivas. O resto fica por conta do bolso e consciência de cada um. Se é que há consciência suficiente.

     

 Eliabe Castor
PB Agora
Foto: Portal Independente


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