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PF apura desvio de R$ 54 milhões em obras de combate à seca

Dinheiro deveria ser usado para perfuração de poços e instalação de sistemas de abastecimento de água no interior da Paraíba
person access_timePostado em 25/11/2020 16:44 Atualizado em 25/11/2020 16:49 chat_bubble_outline

PF e CGU cumprem mandados de busca e apreensão (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Polícia Federal e Controladoria-Geral da União realizam, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Poço sem Fundo, que investiga o desvio de dinheiro público em obras de perfuração de poços e instalação de sistemas de abastecimento de água no interior da Paraíba.

São cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em endereços em João Pessoa, Araruna (Agreste paraibano) e Parnamirim, no Rio Grande do Norte. Além disso, quatro servidores públicos federais foram afastados das funções e tiveram os bens bloqueados.

Há indícios de fraudes em contratos de licitação firmados entre empresas privadas, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Prefeitura Municipal de Araruna. A estimativa é de que cerca de R$ 54 milhões tenham sido desviados.



De acordo com a Polícia Federal, a Operação Poço sem Fundo também apura a prática de superfaturamento dos contratos, atos de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro por meio do uso de contas bancárias de empresas interpostas para dissimulação de movimentações financeiras.

Outro lado

Em nota, o Incra disse que os contratos sob investigação foram firmados entre 2016 e 2017, portanto na gestão anterior do instituto. A autarquia federal garantiu que está colaborando com a apuração dos fatos. Se comprovado o desvio de recursos públicos, os responsáveis serão punidos, segundo o comunicado.

“A atual gestão da autarquia na Paraíba vem trabalhando em parceria com os órgãos de controle, visando prevenir, identificar e coibir quaisquer irregularidades que possam ocorrer na aplicação dos recursos públicos”, divulgou o Incra.

Dnocs e Prefeitura de Araruna ainda não se manifestaram publicamente sobre a operação. Posicionamentos de defesas podem ser enviados ao Portal Correio pelo e-mail redacao@portalcorreio.com.br.

A defesa de Benjamim e de Wilma informou, às 10h, que tomou ciência prévia do que se trata a operação e que só vai se pronunciar após ter acesso aos autos. A defesa disse ainda que não há qualquer envolvimento de ambos no caso investigado.

 


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