Policial / Paraíba

Mesmo com quarentena, Paraíba tem alta de 18% no número de assassinatos no 1º semestre

Em seis meses, foram registradas 564 mortes violentas, contra 475 no mesmo período do ano passado.
person access_timePostado em 21/08/2020 09:19 Atualizado em 21/08/2020 09:20 chat_bubble_outline

Em junho de 2020 foram 89 assassinatos na Paraíba, de acordo com o Monitor da Violência — Foto: Reprodução/G1

A Paraíba teve uma alta de 18,7% nos assassinatos no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

Em seis meses, foram registradas 564 mortes violentas, contra 475 no mesmo período do ano passado. Ou seja, 89 mortes a mais.

O aumento de mortes acontece mesmo durante a pandemia do novo coronavírus, que fez com que estados adotassem diversas medidas de isolamento social. Ou seja, houve alta na violência mesmo com menos pessoas nas ruas.



Além disso, a alta de mortes neste ano interrompe uma tendência de queda na Paraíba entre 2018 e 2019. No ano passado, por exemplo, a queda chegou a 22,13%, saindo de 610 mortes no primeiro semestre de 2018 e 475 no mesmo período de 2019.

O Nordeste, que havia puxado a queda dos últimos anos, foi o responsável por puxar a alta nos seis primeiros meses de 2020. Os assassinatos na região cresceram 22,4% no semestre. Em outras três regiões (Norte, Centro-Oeste e Sudeste), o número de crimes violentos foi menor na comparação com o ano passado.

Os dados apontam que:

  • houve 89 mortes a mais nos primeiros seis meses de 2020
  • 5 estados tiveram altas superiores a 15%: Paraíba, Alagoas, Espírito Santo, Maranhão e Ceará
  • aumento em relação a 2019 foi de 18,7% no número de assassinatos
  • seis primeiros meses de 2020 registraram 564 crimes violentos letais intensionais

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.


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