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Justiça da Paraíba mantém prisão de Livânia Farias em audiência de custódia

Juiz Adilson Fabrício cumpriu segundo mandado de prisão durante audiência. Secretária do governo da Paraíba está proibida de receber visitas de autoridades na cadeia
person access_timePostado em 18/03/2019 23:28 chat_bubble_outline

Livânia Farias permaneceu a maior parte do tempo calada durante audiência de custódia em João Pessoa — Foto: Walter Paparazzo/G1

A secretária de Administração da Paraíba, Livânia Farias, teve a prisão preventiva mantida após audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (18) no Tribunal de Justiça da Paraíba, em João Pessoa. O juiz Adilson Fabrício Gomes Filho, responsável por manter a prisão preventiva, também cumpriu um segundo mandado de prisão expedido pelo juiz Ricardo Vital. Desta forma, Livânia Farias segue presa sob força de dois mandados de prisão preventivas.

Livânia Farias foi presa em João Pessoa, quando retornava de Belo Horizonte. Ela é acusada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Corrupção (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, de recebimento de propinas pagas pela Cruz Vermelha Brasileira filial Rio Grande do Sul. Livânia Farias, pediu exoneração do cargo após ser presa. A carta de renúncia foi encaminhada ao governador João Azevêdo na mesma noite. A exoneração, no entanto, ainda não foi publicada no Diário Oficial da Paraíba.

Conforme decisão decorrente da audiência de custódia, Livânia Farias está proibida de receber visitas, com exceção de parentes de 1° e 2°, além dos advogados. Desta forma, o juiz Adilson Fabrícia proibiu visitas de autoridades e de membros das polícias, para evitar que haja influência política no andamento do processo.



Livânia vai seguir presa na 6ª Companhia de Polícia Militar, em Cabedelo, na região da Grande João Pessoa. Quando necessitar sair da carceragem, a escolta deve ser feita por policiais que compõem o Gaeco.

Na audiência, Livânia Farias se reservou ao direito de não comentar os motivos pelos quais foi presa. Ela respondeu a algumas perguntas de caráter pessoal ao juiz, tais como se tomar algum tipo de remédio controlado ou se tem alguma doença crônica.


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