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VOLTOU PARA FAZER A UNHA: Esposa de prefeito dá detalhes dos momentos anteriores a queda de Miguel de cobertura

person access_timePostado em 06/07/2020 12:25 chat_bubble_outline

Sari Corte Real — Foto: Fantástico

O Fantástico traz uma entrevista exclusiva com a mulher acusada de um ato criminoso que levou à morte de uma criança de cinco anos. Sari Corte Real, esposa do prefeito de Tamandaré, em Pernambuco, foi indiciada esta semana por abandono de incapaz e pode ser condenada até 12 anos de prisão.

No início de junho, ela deixou o menino Miguel, filho de sua empregada doméstica, sozinho no elevador do prédio. E foi essa decisão que provocou uma tragédia irremediável.

O que Sari tem a dizer sobre sua atitude naquele dia? E o que Mirtes, a mãe de Miguel, falou sobre a ex-patroa, a quem vê como insensível e irresponsável? A reportagem é de Beatriz Castro e Wagner Sarmento.



“Ele era tudo para mim. Ele era a minha vida. Eu não sei se essa dor vai passar, o que eu sei é que no momento agora está aumentando”, diz Mirtes, a mãe de Miguel.

Exatamente um mês e três dias sem o filho único: para Mirtes, que perdeu Miguel, de 5 anos, depois que ele caiu do nono andar de um prédio de luxo no Recife, o tempo passou a contar lentamente. Só o que aumenta é a dor. A maior de todas: quando uma mãe enterra um filho.

“E pensar que eu ainda tenho o resto da vida sem ele é o que dói mais ainda. Está muito difícil mesmo. Dói muito olhar para cada cantinho desta casa e não ter meu filho junto comigo. E cada dia que passa é mais difícil, mais difícil”, lamenta ela.

2 de junho: Mirtes saiu para passear com a cachorra da família onde trabalhava como empregada doméstica. O filho, Miguel, ficou aos cuidados da patroa, Sari Corte Real. “Ela disse: Mirtes pode ir que eu tranquei a porta”, relembra a empregada.

Imagens das câmeras de segurança mostram que, pelo menos por quatro vezes, Sari consegue convencer Miguel a sair dos elevadores. Na quinta tentativa, Miguel entra no elevador de serviço e a patroa da mãe parece tocar no botão da cobertura. Na sequência, Miguel aperta vários botões. E fica sozinho no elevador.

De acordo com a investigação, o elevador desce do quinto para o segundo andar. Miguel não sai. Depois, o elevador sobe até nono andar. Miguel sai e abre uma porta, escala uma janela, e usa a condensadora de ar condicionado como escada para descer do outro lado. Depois, sobe na grade. Uma das hastes se solta. Ele se desequilibra e cai de uma altura de 35 metros. Entre o momento que ele sai do elevador e a queda, se passaram 58 segundos.


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