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Consumidor vai pagar mais caro pelo gás de cozinha a partir de segunda-feira após fechamento de distribuidora na Paraíba

Com a concentração do produto repassado ao Porto de Suape, a estimativa é que uma média de R$ 3 seja acrescentado ao valor do gás de cozinha aos consumidores a partir de segunda-feira (19)
person access_timePostado em 15/07/2021 17:55 chat_bubble_outline

Foto: Walla Santos

Além do constante aumento no preço do gás de cozinha pela Petrobras, agora os consumidores da Paraíba terão que arcar com um novo reajuste, fruto do fechamento da distribuidora Nacional Gás Butano (Brasilgás) em Cabedelo. Com a concentração do produto repassado ao Porto de Suape, a estimativa é que uma média de R$ 3 seja acrescentado ao valor do gás de cozinha aos consumidores a partir de segunda-feira (19).

Em entrevista ao ClickPB, o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás de Cozinha (Sinregás), Marcos Antônio, explicou que a partir de segunda-feira (19), o preço do gás de cozinha poderá passar de R$ 95. "Cada vez que aumenta o preço, é ruim para o consumidor e pior ainda para os comerciantes que sentem a redução nas vendas", avaliou.

O sindicalista explicou que os trabalhadores foram surpreendidos na última terça-feira (7) com o fechamento da distribuidora. "Foram pegos de surpresa quando deixavam os caminhões na empresa. Com a reestruturação, a distribuidora fechou a filial em Cabedelo e mandou para Suape. O impacto disso foram 86 pessoas demitidas. Agora, com a distância para pegar o produto, em mais de 180 km, os custos serão repassados ao consumidor em uma média de R$ 3", explicou. 



Marcos ainda revelou ao ClickPB que há 19 anos atrás algo idêntico também aconteceu no estado. "Em 2002 aconteceu uma situação igual. Fechou aqui e passou a ser atendido pela base de Suape. Ao passar um tempo, o governo abriu um incentivo e a distribuidora retornou ao estado", recordou. 

Diferentemente do passado, dessa vez, o sindicalista diz não ter volta. "Nós sabemos que essa empresa está fazendo um investimento altíssimo em Pernambuco, para que seja uma das maiores bases do país, em mais de R$ 1 bilhão. Agora, dependemos de Pernambuco. Então esse custo operacional é que irá se transformar em aumento para o consumidor", explicou. 


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