Araruna / Música

''Cuidando de minha gente'': Música de Hélio dos Teclados ultrapassa 300 mil visualizações no Youtube

A canção, que realiza uma crítica política, tornou-se o maior sucesso do artista ararunense no streaming.
person access_timePostado em 10/11/2020 10:27 Atualizado em 13/11/2020 14:46 chat_bubble_outline

Uma canção composta pelo artista ararunense Hélio dos Teclados ultrapassou a marca de 300 mil visualizações apenas no Youtube. 

A música, intitulada "Cuidando de minha gente", é uma crítica política e tornou-se o maior sucesso de Hélio no streaming. Só na publicação do canal do artista foram mais de 170 mil visualizações. 

Ouça a música e veja a letra abaixo:



O homem engana, o homem mente / E diz que tá cuidando de sua gente

'Ô doutor, tá dando pra cuidar de sua gente, tá? / Dos seus parentes, dos seus primos, do seu cunhado...'

A nossa gente tá toda satisfeita / Sinceramente não tem como reclamar

Minha mulher ganha quase 10 mil contos / Juntando cunhado e primo, já ganham daí pra lá

Meus secretários ganham bem mas é rachado / Mas a metade tem que dividir com os meus

Se não falar a cartilha que eu escrevo / O seu emprego já pode ir dizendo adeus

Pra ganhar votos, vou dizer como é que eu faço / Eu dou emprego a quem fala mal de mim

Vou enganando até chegar a eleição / No outro dia, eu mando tirar tudinho

Com maquiagem, eu vou enganando o povo / Pinto parede, pinto grade e portão

Mando postar, colocar na internet / Pra me aplaudir, tem meia dúzia de babão

E vou levando esse povo na conversa / Invento obra e só faço começar

O povo é besta e eu fico enrolando / Eu digo logo: 'Só termino se eu ganhar'

O que interessa é cuidar da minha gente / Da minha família, dos parentes e dos babãos

Não interessa o que o povo tá pensando / Vou enganando pra ganhar a eleição

Meu secretário diga aí como é que tá / 'Ó, seu prefeito, eu vou falar a verdade

Aquele povo que o senhor prometeu / Foram simbora trabalhar noutra cidade

Aquela família que votava no senhor / E deu o sangue nesta última eleição

E veio aqui e pediu só um emprego / O senhor deu as costas e com um grito disse 'não'

O empresário que lhe ajudou na outra / Esse não vende um caroço de feijão

Porque aqui só tem vez é os de fora / O senhor disse que era uma tal licitação

Também aquele que puxava as passeatas / E carregava as bandeiras do senhor

Ficava rouco e na rua até brigava / Lhe botava nas costas e o senhor abandonou

Tem muita gente que o senhor se esqueceu / Abandonou, foi dá vez aos de fora

Será verdade que o senhor queria ouvir / É meio díficil reverter o quadro agora'

'Vixe, homem, e tá assim é? / Tem como dá um empreguinho ali não?

Chamar fulano que não votava  / Desconfiado, mas vem

Pode votar, pode não votar' / 'E aê, como é que tá doutor?'


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